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domingo, 16 de julho de 2017

julho 16, 2017

A HISTÓRIA DOS DRONES

http://doctordrone.com.br/drones-para-iniciantes/
Foto: Doctordrone
Atualmente o Drone (veículo aéreo não tripulado e controlado remotamente) vem sido muito requisitado no uso recreativo. Porém essa não é toda a história.


  • Surgimento:
 O drone, assim como a internet, teve a sua "origem" nas mãos dos militares. Apesar de surgir por volta dos anos 60, só vieram a chamar a atenção nos anos 80 por causa dos testes feitos por militares norte-americanos. Por sua vantagem em realizar missões perigosas sem pôr em risco vidas, seu uso se tornou popular no exército americano.


  • Invenção:
Abe Karem, inventor dos drones
Abe Karem, inventor dos drone
O israelita Abe Karem inventou o primeiro drone mais temido e bem - sucedido. Tendo como inspiração a bomba alemã V-1¹ (mais conhecida como  buzz bomb por causa do barulho que fazia enquanto voava), Karem inventou o Aquila. Apesar desse modelo voar em média alguns minutos, mesmo tendo autonomia para horas de voo, Karem não se intimidou e montou sua empresa (Leading System) criando o próximo drone, o Albatross. Chegando a ficar aproximadamente 56 horas no ar sem a necessidade de recarregar as baterias e sendo operado por apenas três pessoas² chamou a atenção da DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency, Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos EUA) que o financiou no protótipo do Albatross. Com esse financiamento, o Amber surgiu e foi utilizado na guerra.
  • Usos dos Drones:
Como era previsível, com o passar do tempo, eles estão ganhando fama em vários locais do globo. Posto que os primeiros modelos só eram utilizados para imagens e vídeos, agora eles estão cada vez mais fortes, autônomos e resistentes.
O Facebook (já era de se esperar que Zuckerberg se pronunciasse 😂) já anunciou um projeto de levar internet às casas usando drones;
A Amazon já tem permissão dos EUA para realizar entregas com drones;
E seus usos só aumentam:
* Imagens: Usados para observar locais à exemplo do acidente de Fukushima, no Japão, usados também para dar cobertura a eventos, dentre outros;
* Monitoramento e vigilância: Cabíveis em observação de furacões (já que são resistentes) para obter informações para assim poder evitar desastres e poder evacuar as futuras areas afetadas. Como também, usados para vigilância mais efetiva de eventos;
* Uso militar: É óbvio que o primeiro uso continuaria até hoje. É possível perceber seus usos em filmes e em notícias.
* Imagens submersas: Isso mesmo que você leu. O drone OpenRov é usado para chegar em profundidades não alcançáveis pelo homem e catalogar novas espécies;
* Ajuda: Por seu tamanho e outros fatores, ele pode chegar em locais hostis e de difícil acesso podendo ajudar em operações emergenciais como entrega de água, alimentos e até remédios;
* Dentre outros...
  • E não acaba por ai
Como podemos perceber no decorrer do texto, a história do drone está acontecendo exatamente neste momento.
Alguns pesquisadores dizem que a história não é inerte, pois ela é estabelecida a cada dia, e o mesmo se aplica aos drones.
 Quer saber mais sobre Drones? Entre nesta postagem do nosso blog:  Entenda a diferença entre Drones e VANTs
** Algumas curiosidades:
  • O Brasil é o país que mais pesquisa por drones da América Latina;
  • Os três primeiros colocados no mundo, em número de pesquisas pelo termo “drones” é, em ordem decrescente: França, Noruega e Holanda;
  • Os Estados Unidos aparecem logo após a Holanda, com cerca de 7 pontos a menos (em relação ao terceiro colocado);
  • Nenhum estado do sudeste brasileiro aparece entre os 10 maiores que pesquisam sobre drones;
  • E os três primeiros colocados do Brasil são, em ordem decrescente: Distrito Federal, Roraima e Tocantins.
Fontes: ODrones, Terra 
 
¹ Bomba utilizada pela Alemanha na II Guerra mundial que obteve um sucesso significativo (mais de 1.000 projéteis lançados), embora voasse em linha reta e em velocidade constante;
² Diferente do Aquila que voava por muito menos tempo e era operado por 30 pessoas;

segunda-feira, 26 de junho de 2017

junho 26, 2017

Entenda a diferença entre Drones e VANTs e suas aplicações práticas

A origem da palavra “Drone”.

(Foto: Divulgação/Creative Commons)
Logicamente, a palavra “drone” não é de origem brasileira. Ela é oriunda da língua inglesa e nem sequer é o nome técnico deste tipo de equipamento. Drone é mais uma palavra comercial ou apelido para estes objetos voadores.

Em inglês, esta palavra quer dizer zumbido ou zangão. E ela é apropriada para um drone, pois a maioria deles utiliza hélices para voar. Desta forma, eles produzem um zumbido tradicional, o que acabou dando nome a estes objetos voadores.

O que são Drones?

Drones, em geral, são objetos voadores que se parecem com mini-helicópteros. Porém, alguns modelos lembram réplicas de jatos e os mais comuns possuem quatro hélices, conhecidos no exterior como quadcopters. Porém, a variedade deles é bem grande. Podemos encontrar drones com até oito hélices, modelos que usam combustível de verdade para voar e outros que se valem de baterias para adquirir energia.


Drones são para uso recreativo

(Foto: Flickr/Don McCullough
Eles se prestam às mais variadas serventias. Por exemplo, eles podem ser simples instrumentos de lazer, apenas um hobby para alguém. Visto que o intuito é puramente recreativo, as leis brasileiras encaram esse equipamento como um aeromodelo. Podem, ainda, servirem para propósitos comerciais, tais como filmagens, entregas de pacotes, pesquisa científica, dentre outras coisas. E é justamente aí em que se define o que são drones, o que são VANTs e o que são RPAs.


(Foto: Reprodução/Mercado Livre)
A lei brasileira não faz qualquer restrição quanto às compras de drones no mercado, sejam elas feitas online ou em lojas físicas. Você pode comprar drones de qualquer tamanho e potência, desde que seja para uso recreativo e você siga certas determinações. Dentre elas: os drones não podem ser usados em áreas densamente povoadas; eles não podem ser pilotados em áreas próximas a aeródromos; a altitude máxima permitida é de 121.92 metros e só pode haver público se você for um usuário experiente e houver segurança durante o voo, para evitar qualquer acidente.

Porém, não há necessidade nenhuma de licença para se divertir com o drone, desde que as regras supracitadas sejam obedecidas. Estas diretrizes estão expostas na Portaria DAC Nº 207, de 07 de abril de 1999, e estabelece as regras para a operação do aeromodelismo no Brasil.

VANTs são para uso comercial e profissional

Embora tecnicamente os VANTs sejam a mesma coisa que os drones, ou seja, possuem hélices e são veículos não tripulados, eles se diferenciam pelo seu propósito de uso. VANT é a sigla para Veículo Aéreo Não Tripulado. O seu objetivo, como já mencionado, é puramente comercial ou, ainda, para fins de pesquisa científica e experimentos.

Além de terem objetivo comercial, de pesquisa ou experimentos, os drones precisam de mais uma característica para serem considerados VANTs. Ele precisa possuir uma carga útil embarcada, que não seja necessária para o equipamento voar. Por exemplo, uma câmera de filmagem ou ainda um produto, como uma pizza ou carta.


Exemplo de drone para uso comercial (Foto: Divulgação/Amazon)

No Brasil, por exemplo, muitos VANTs são usados para proteção de fronteiras ou, ainda, para o mapeamento do desmatamento na Floresta Amazônica. Em outros países, como Estados Unidos e Canadá, os VANTs já são usados para irrigar plantações e até para bombardear inimigos.

A legislação brasileira ainda proíbe o uso de “Aeronaves Autônomas”, que são aqueles drones que não precisam de alguém controlando remotamente o dispositivo. No Brasil, só são permitidos os VANTs do tipo RPA (Remotely-Piloted Aircraft) ou, em bom português, Aeronaves Remotamente Pilotadas. Em outras palavras, os VANTs, no Brasil, precisam de um piloto, de alguém que controle o objeto voador remotamente.

Não basta ter o objetivo diferenciado, uma carga útil embarcada e ser considerada como um RPA. OS VANTs, para voarem, precisam de licença. Há dois tipos de licença para VANTs, a AIC e a CAVE.
(Foto: TechTudo/Melissa Cruz)
AIC é a sigla para Circular de Informações Aeronáuticas, e elas servem para VANTS de uso comercial. Imagine uma empresa que queira entregar encomendas via drones. Ou, ainda, imagine que você queira filmar o seu casamento ou sua festa usando um destes equipamentos. Você precisa solicitar uma AIC. Ela consiste numa solicitação de autorização de voo e deve ser enviada 15 dias antes do evento. Nela deverão constar as características do equipamento, trajeto do voo e capacidade de comunicação.

A segunda licença, CAVE (Certificado de Autorização De Voo Experimental) é usada por universidades e entidades de pesquisa. Os objetivos destes VANTs são puramente científicos, tais como mapeamento de relevos e terrenos, pesquisa de condições climáticas, dentre outras coisas. Além disso, a entidade deverá pedir também autorização para os órgãos regionais do Decea, tais como Cindacta I, II, III e IV.

Caso você queira mais informações sobre o uso dos VANTs/RPAs no Brasil pode consultar a Circular Aeronáutica AIC, que versa sobre todas as diretrizes para o uso deste tipo de equipamento.

Esperamos ter sanado todas as dúvidas sobre as diferenças entre drones, VANTs e RPAs que, no fundo, são a mesma coisa. A diferença mesmo fica por conta do uso que cada um recebe.







Fonte: TechTudo
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